ca08412.jpg

Alergias – O Mal do Século

CLASSIFICAÇÃO: Homeopatia trata disso? - 21/12/2011

Nos dias de hoje, a patologia que mais comumente leva uma pessoa a procurar a ajuda de um homeopata é a alergia. Acometendo de 20 a 30% da população de grandes cidades, ela é responsável por quase metade dos atendimentos do homeopata, mesmo que ele não seja alergologista.

Entre as principais causas dessa grande procura pelo tratamento homeopático, eu vou me ater às seguintes considerações:

1. O tratamento convencional, é longo, caro, trabalhoso, com resultados nem sempre satisfatórios e as vezes até traz efeito colaterais como a dependência de corticóides ou as super dosagens. O tratamento com auto-vacinas é trabalhoso e traz resultados parciais.

 2. Em contrapartida, nos 200 anos de experiência clínica, a Homeopatia trata com bons resultados rinites, otites, sinusites e bronquites alérgicas, tanto na fase aguda como na crônica, aumentando o espaçamento entre as crises.

3. O papel do homeopata é antes de tudo educacional e busca em 1ª lugar afastar as causas e não apenas combater os efeitos. E isso não se dá apenas afastando certos alimentos e produtos de limpeza que podem desencadear alergia e diminuindo a presença de pó, poeira e ácaros do ambiente em que o alérgico vive. Todos esses obstáculos à cura do indivíduo devem ser removidos, porém o ideal não é criar condições artificiais de vida (viver sem pó, poluição, mudança de clima, conservantes e outros aditivos à alimentação é praticamente impossível) e sim em de-sensibilizar o indivíduo alérgico para que ele possa ter uma vida normal, freqüentando piscinas e vivendo em quartos que nao lembrem um retiro espiritual.

Para o homeopata, o indivíduo alérgico funciona como uma panela de pressão com um válvula de escape constantemente apitando (pode ser o nariz, os brônquios ou a pele), colocada lá por seus fabricantes (hereditariedade familiar) para dar o alarme e proteger a panela (como toda válvula deve fazer). Assim ao homeopata deve concentrar o seu tratamento em aumentar a resistência da panela àquele “fogo” caso não seja possível desligá-lo (afastar todos os fatores desencadeantes).

Para isso o homeopata leva em consideração todas as condições relacionadas, a freqüência, a intensidade, os horários de agravação e o modo particular da crise se manifestar bem como todos os fatores de melhora, piora e concomitância que surgem, dando grande ênfase aos fatores de ordem emocional que estão por traz da maioria das manifestações alérgicas.

Os pais super-protetores que agasalham demais, que não deixam tomar gelado ou sair de casa em dias frios e correm ao hospital toda vez que o filho começa a tossir devem ser orientados para os prejuízos que esse comportamento pode trazer à personalidade e à autoconfiança de seus filhos.

E os resultados, são rápidos?

Não haveria necessidade de um pronto atendimento homeopático 24 horas, do qual fui membro do corpo clínico por quase 10 anos, se a Homeopatia não fosse eficiente para tratar uma crise asmática às 3 horas da madrugada. E muitas vezes, o tratamento alopático pode e deve ser associado em quadros graves. Mas na nossa prática, esta não é a regra e sim, a exceção.

Também não se deve esperar milagres do tipo curar uma bronquite de 30 anos de evolução em 3 meses de tratamento. Ao contrário do que se diz, a Homeopatia não é lenta para curar, mas respeita a natureza do próprio organismo no processo de cura, acelerando-o e otimizando-o.

Temos obtido excelentes resultados em quadros agudos com medicamentos como o Arsenicum album, o Kali carbonicum, a Ipeca, o Phosphorus, o Sambucus, a Pulsatilla nigricans, o Pulmo histaminum, entre outros, dependendo das características peculiares da crise de falta de ar.

Para o tratamento do quadro crônico, o homeopata busca o remédio de fundo e muitas vezes complementa com um preparado dinamizado da substância que causa alergia, como água de piscina, poeira e mofo, chocolate, ovo e etc…Ë o que chamamos de Isopatia.

Sim, o tratamento homeopático é muito eficiente, tem resultados clinicamente comprovados, desde que seja feito com bom senso e pé no chão.

O próximo passo é experimentar!